
No passado do escultor poliu uma bela obra de arte, certamente há paciente professor que o obrigou a exercitar-se na arte, que o forçou a corrigir vezes sem conta obras tortas quase feias, que ralhou com ele quando se desleixava. Na juventude daquele que tocava e dançava timbila houve possivelmente um alguém, talvez já velho, que lhe exercitou mil vezes, pacientemente, qual era a forma correcta de tocar timbila e de escolher massalas para o fabrico da mesma.
O escultor e o timbileiro tiveram os seus nomes escritos na História, mas ninguém recorda quem foram os seus mestres. No entanto, há uma beleza imensa nesse passar despercebido, nesse ter rasgado as mãos ao trabalhar nos escuros alicerces de um mundo melhor. Uma beleza que só é apreciada pelas grandes sensibilidades, como é as daquelas pessoas que se dedicaram de corpo e alma à educação. Obrigado J. Faiane por fazer parte dos mestres que cultivaram minha cabeça dura como coco de Inhambane.
Sem comentários:
Enviar um comentário